Ó pobre ave ratita que tanto sonha
Ó pobre ave ratita que só observa
Pelos céus da extensa selva
O voo da carenata risonha
Ratitas que assim como eu se perguntam
Por que as mãos invisíveis que nos guiam
Não me dão a alegria que vivem e viviam
As carenatas exibidas que ali se juntam?
Ave ratita que se questiona
Com olhos nos céus e corpo sob a terra fria
Com visão embaçada, úmida e sem alegria
Cansou-se de tentar voar, pois só se lesiona
Ratita que, a si mesma repete a questão
E refletindo, não encontra razão
De sua bondade se transformar em tristeza
E a alegria servir-se ao egoísmo e avareza
Ratita que, a si mesma pôs-se a falar
Que talvez seja a hora de parar de sonhar
Cansei-me do sonho que morre e me entristece
E que pouco a pouco mata meu coração, que há tempos já padece

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