quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eternos dois segundos

Depois de mais um dia que te vejo
Mais um dia que não digo que te amo
Mais uma noite restrita ao sonho e ao desejo
E que duras palavras a mim mesmo exclamo

E então cabisbaixo, penso e reflito
E tenho então a mais pasmosa conclusão
Que de tão truanesca grito
“Não acredito! São dois segundos então?”

“Posso falar com você?” É tudo que tenho a dizer
É o abismo colossal que tanto tenho temor
Pois após esta frase só terei uma coisa a fazer
Dizer-te e mostrar-te todo meu amor

Barreira que não consigo atravessar
Que me dá medo e sentimentos importunos
Barreira que me impede de te amar
Barreira dos eternos dois segundos

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